Peço desculpas ao meio, mas sou extremo. Dizem, e é verdade – não consigo ser mais ou menos feliz, mais ou menos triste, estar mais ou menos bem. Ou estou, ou não estou. É mais simples, mais fácil de explicar. Ou não. Ou tudo faça parte de uma complexidade individual infinita e cheia de falhas, reclusa. Tão reclusa que necessita do mar, da areia, do verde. Peço desculpas aos que amo, por sentir tanta necessidade de fugir assim – a natureza me completa, as pessoas apenas somam, e muitas vezes estou pela metade.
Ontem a vida me tirou um pedaço, e agora, todos meus amores, e agora eu só quero saber do mar.
Talvez ir e nem voltar.
Bons Sentidos.