Ao que é natural, ao que acontece, aqui vai o meu sentimento inteiro. E os que pensam demais que me perdoem, mas bom mesmo é o que é simples, mesmo conquistado. Não é o suor para chegar, mas sim a vontade de chegar junto, que conta.

Como Dom Quixote, e como afirmou Caio Fernando Abreu, o meu descanso é a batalha, assim como acredito que essa seja a máxima de todos que acordam com um sorriso no rosto, buscando ser o melhor na vida. A verdade é que nada entre o Céu e a Terra é fácil, exige muito trabalho, mas a complexidade que colocamos em cada situação é proporcional ao tanto que queremos resolvê-la. Conversar, por exemplo, é condição básica do homem, não é complicado. O que complica é quando não temos coragem de dizer, entendem? A responsabilidade pelo peso da vida é nossa. E não quero estender muito hoje, meu recado é o mesmo que lemos em alguns livros por aí: morram de amor, todos os dias, mas continuem vivendo. É o morrer e o renascer que impulsiona muito dos nossos grandes atos de bem. Lembrem-se de que o que enrola demais não deve valer tanto a pena assim – mas tenham paciência, sempre. Somos todos iluminados e, o que for pra ser, já é.

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Publicado em 26 de dezembro de 2011 na coluna “Segunda-feira e outras coisas” @ Mundo Ela